Apokaeclipse
O meu sentido está a leste num mundo sem norte
Sem bússula parte em busca do seu sul
E à sua frente nada encontra e sofre
Tanto... pois não vê atrás a Vida, só a Morte;
E teima tanto, o estúpido não deixa crescer
A esperança que nasceu no peito bebé que nunca nasceu
Mas isso não prende as cores que desenhei
No céu pastel e aguarela ardente
Sem noite mas dias tão sós e distantes
Em cima de mim descarregam
E doem
E saem
E entram em mim
E pões seu peso nos braços tão fracos
Os meus
Sem os teus
Óh, Deus
Que dor, que dói, que mói
Me aperta e te aparta de mim
Porquê? Não respondo, sem voz, não te chamo
Nem te amo... mais
E trago na pele o cheiro da tua
Imunda
Delícia
O trago saboroso que a vista devora
Em segundo
Que ficam
E voam e passam e morrem sem demora.
Mais poemas deste autor em www.jorgeaugusto.eu
Sem bússula parte em busca do seu sul
E à sua frente nada encontra e sofre
Tanto... pois não vê atrás a Vida, só a Morte;
E teima tanto, o estúpido não deixa crescer
A esperança que nasceu no peito bebé que nunca nasceu
Mas isso não prende as cores que desenhei
No céu pastel e aguarela ardente
Sem noite mas dias tão sós e distantes
Em cima de mim descarregam
E doem
E saem
E entram em mim
E pões seu peso nos braços tão fracos
Os meus
Sem os teus
Óh, Deus
Que dor, que dói, que mói
Me aperta e te aparta de mim
Porquê? Não respondo, sem voz, não te chamo
Nem te amo... mais
E trago na pele o cheiro da tua
Imunda
Delícia
O trago saboroso que a vista devora
Em segundo
Que ficam
E voam e passam e morrem sem demora.
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