Escritas

QUADRO INACABADO

Samuel da Mata


Contemple seu quadro, em breve a luz apaga
Os rabiscos de sonhos, frutos de ilusão vazia
A beleza da rosa em mofo e fumaça acaba
Seca e morre a trepadeira na primeira estia

Vão-se os cabelos, ralos e sem cores
Nova de novo só a lua, efêmera é a vida
Quadros inacabados, pintados de dores
Desfalece o atleta e ali finda a corrida

Retrato de quimeras na paredes do tempo
Marcos de angústias de um viver vazio
História de vida entregue ao relento
Viveu a primavera mas se esqueceu do estio
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