Oxidação

​Há um tempo preso dentro desse templo,
à nítida exuberância inocência dentro desse tempo.
Crateras nesse templo são frutos de cada momento,
Mantendo-se preso dentro de cada pensamento.
Há uma nobre dança sem usar sequer um movimento,
à vítima existência incipiência dentro desse tempo.
Câmeras nesse templo são raízes delicadas ao contentamento,
Matando-se o peso lento, centro de desmoronamento.
Há um tempo preso dentro desse templo,
à íntima insignificância consciência do sofrimento.
Crônicas nesse templo são terras aradas do renascimento,
Há um templo preso dentro desse tempo.
​O vazio imenso
Se faz sólido se penso.
Ácido o preço se me despeço,
Piso em falso e me disperso.
Peça por peça perdi as posses,
Mas o olhar ainda é o mesmo,
Porém duvido que o gélido gesso me note.
​Não me meço em missas.
Tempo ócio,
Oxidação promíscua,
Oscilação de promessas;
Obtive tantas dessas.
Rejeição patética,
Injeção poética.
Eu escrevendo como se esse roteiro estivesse valendo o maior prêmio da minha vida e eu me entregando por inteiro em uma imagem distorcida conturbada de janeiro a janeiro retratado como indefeso que não se define.
Talvez na próxima escrita bem melhor eu termine.


Por ícaro Italo Gomes dos Santos 

Italo_poetrix



O intuito da crase é trazer novos sentidos de leitura e conduzir o leitor a pensar fora da regra gramatical 

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