Cal Sinhá
[Introdução Instrumental - Sugestão: Sanfona e Violão] [Estrofe 1 Apresentação] O compadre Nhô Afonso, lá no meio da sua roça, Decidiu pintar com brio o seu humilde ranchinho. Comprou logo da melhor, para não fazer destruir: A famosa Cal Sinhá, pra cuidar do seu cantinho. [Estrofe 2 O Conflito] Mas a comadre Norvina, que é mulher muito entrona, Quis passar na sua frente e a pintura começar. Dizendo que entendia, meteu-se logo a mandona, Mas errou nos corantes ao a tinta preparar. [Estrofe 3 O Caos] Misturou tudo errado na bacia da Sinhá, E o que era pra ser branco virou uma confusão! Não se sabia ao certo onde aquilo ia parar, Era balde transbordando e tinta pelo chão. [REFRÃO A parte principal] Ai, foi Cal Sinhá vermelha no banheiro, Foi Cal Sinhá verde na varanda, Teve Cal Sinhá preta no terreiro... É a confusão que a Norvina comandou! Até Cal Sinhá branca sobrou pro quarto, Numa aquarela que ninguém previa. Nhô Afonso olhou aquele susto farto, Sem saber se chorava ou se ria! [Estrofe 4 O Diálogo] O compadre Nhô Afonso, vermelho de embaraço, Exclamou: "Uai, Norvina, que pintura é essa aqui? Nunca vi tanta cor junta espalhada no pedaço, Virou moda brasileira o que você fez ali!" [Estrofe 5 O Desfecho] Ai meu Deus, que situação! Apesar do rebuliço, Ninguém quis abrir o bico, nem falar da tal loucura... Mas guardaram o segredo com um sorriso no feitiço, Pois nunca se viu na roça criatura tão alegre! [Repete o Refrão para finalizar]