TOCO A SUA CAMPAINHA
Um dia toco a sua campainha,
Fico parado na sua porta,
Esperando que me abra
O seu coração duramente fechado.
E não saio daí,
Nem por nada desse mundo,
Você vai ter que vir,
Ou eu aos poucos sucumbo.
Seu marido? Que se dane!
Não tenho nada com ele!
Se aparecer na minha frente,
Digo o que sinto na cara dele.
Minha esposa? Já não é minha,
Porque há muito não sou dela,
Acabou a nossa vidinha,
Não nego, um dia foi bela.
Doravante eu te quero
Com toda a minha força,
Vou lutar com esmero
Para que você me ouça.
Sei não se te roubo um beijo,
Ou levo-te para viver comigo,
Ai, tenho que controlar meu desejo,
Às vezes exagero. Então me castigo.
Mas como controlar o que não tem controle?
Meu coração é autônomo,
Escolheu amar você de fato,
Eu não pude ir contra.
Já estou perdendo a razão,
Daqui a pouco perco a estribeira,
Estou aqui no seu portão,
Talvez invada a sua casa inteira...
Não, não serei tão insano,
Me desculpe a impetuosidade,
É que estou quase pirando,
É tanto amor que chega a beirar a insanidade.
Chega, paro por aqui,
Já estou dizendo bobagem,
É que a dias estou sem dormir,
Parece até sacanagem.
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