A VIDA VALE A PENA!
Ah, como a vida vale a pena,
Só de existir você aqui,
É motivo para um poema,
Como esse que escrevo,
Nessa manhã solitária,
Livre de qualquer dilema.
Bela de cima a baixo,
Quero percorrer o seu corpo,
Dando beijos e gozando,
Do seu gosto de caju.
Venho por esse poema,
Expressar minha alegria,
De ter ido onde fui
Só para te conhecer naquele dia.
Fui feliz e quero te fazer assim,
Mas não vejo como,
Você, tão jovem para mim,
Me deixaria no abandono.
Mas eu sonho coisas loucas,
Que nós fazemos juntos,
Uma cama, desarrumada,
E em volta nossas roupas.
Desculpe-me a ousadia,
Mas meus pensamentos voam,
Ah, te quero só um dia,
Vamos fazer coisas boas...
CANTO PARA A DOR
Já cantei coisas de amor,
Cânticos doces e líricos,
Hoje canto para a dor,
Que só aumenta em ciclos.
Fiz canções para você,
Exaltando sua beleza,
Usei palavras inventadas,
Que escrevi com certeza.
Fiz de você minha musa,
A fonte rica de inspiração,
Criei melodias finas,
Das batidas do coração.
Agora choro em poemas
Cheios de indagações,
Ai, que louco dilema,
Apartar de mim certas emoções!
Queria novamente cantar
Lindas músicas de amor,
Mas vejo minha voz falhar,
Enquanto morre o cantador.
TUDO FALSO
À minha volta tudo é falso,
Vivo no mundo irreal,
Até o amor que me dão,
Nem mesmo é superficial.
O que fiz de errado?
Quanto mais me pergunto
Menos resposta encontro,
Nasci sem ser chamado...
Amizades todas infelizes,
Amores, então, Deus me livre!
Um cão tem mais amor,
Do que eu jamais tive.
Daí eu grito por socorro,
Mas não sou ouvido,
Todo dia um tanto eu morro,
Sou sempre esquecido.
Vida injusta essa minha,
Nada nela dá certo,
Alguns dizem: "caminha!",
Mas estou preso no deserto.
Deserto esse interminável,
Onde vejo ilusões,
Nem mesmo há um oásis,
Vida seca de paixões.
Sou uma ilha no meio do nada,
Cercada de mar revolto,
Se atraio embarcação
Pode crer que é uma roubada.
ESTADO DE NERVOS
Hoje acordei cedo
Com os nervos à flor da pele,
Não sei o que houve,
Simplesmente é assim.
Nada me dá alento,
Por mais que eu faça.
Nem escrevendo,
Essa situação passa.
Ainda mais que o computador
Cismou de ficar lento,
Daí me dá aquela dor,
Vontade de jogar tudo ao vento.
Fico me segurando,
Tentando me acalmar,
Mas vou me irritando,
Não dá para controlar.
Já tomei um calmante,
Mas ele não faz efeito,
Uma sensação petrificante,
É triste ficar desse jeito.
NÃO SEI NADA
Até penso que sei tudo,
Mas quanto mais eu vivo,
Aprendo que não sei nada,
Sou ainda aprendiz.
A vida ensina muito,
Mas eu não sou bom aluno,
Ando disperso pelo mundo,
Vagando pelos cantos.
Sei apenas o básico,
Não passei de fase,
A vida toda monofásico,
Nem completei minha base.
Mas a vida é professora,
E eu mato as aulas,
Malandro eu não sou,
Pois se fosse aprendia.
Não vejo as maldades,
Também não vejo bondade,
Entro em qualquer roubada,
Escolho mal minhas amizades.
Caio muitas vezes,
Tenho várias cicatrizes,
Cada uma conta sua história,
Que eu não quero ouvir.
Então, não reclamo,
Se as coisas ficam feias,
Pois nelas me meti
Porque sou inconsequente.
ONDE ESTÁ?
Procurei por muito tempo,
Em todo lugar,
Não achei nada até o momento,
Agora vou descansar.
Fui aqui e ali,
Andei para lá e para cá,
Dei voltas pelo mundo
Na ideia de encontrar.
Volto triste e cabisbaixo,
Querendo chorar,
Eu fucei de alto a baixo,
E nada de achar.
Onde está esse tal de amor,
Que todo mundo fala?
Eu encontrei foi muita dor,
E uma tristeza que não para.
PARA VOCÊ...
Eu dou meu coração,
E todo o resto.
De você quero a mão,
E todo seu afeto.
Dou também a minha vida,
Mesmo ela toda torta.
Você é minha querida,
Para quem abri a porta.
DE FININHO
Vou saindo de fininho,
Sem me despedir,
Não volto tão cedo,
Vou seguir outro caminho.
Que ele seja de muitas flores,
Pois me cansei dos espinhos.
Me machuquei tanto,
Sendo apressadinho.
Para onde vou?
Não tenho ideia,
Sei que vou devagarzinho,
Talvez de boleia em boleia.
Para o Norte e para o Sul,
De Leste a Oeste,
Viajo por essa terra,
Finco pé lá no Nordeste.
Se as montanhas me prenderem,
Escalando, delas vou me livrar.
E ao chegar lá no cume
Outros lugares poderei vislumbrar.
Mas não fique triste,
Porque antes vou te beijar,
Será um beijo bom,
Dele, para sempre vai se lembrar...
DE REPENTE O NADA
Vez ou outra dá um branco,
Some tudo da cabeça,
Ela vira um deserto,
Coisa estranha essa.
De repente o nada,
O espaço vazio,
Sem luz nem estrelas,
O horizonte num deserto.
Caminhar é impossível,
A visão fica escura,
Cai por terra a consciência,
O que sobra é a penumbra.
Acontece. É o que dizem,
Mas por que comigo?
Não podia ser outro dia?
Logo hoje essa agonia!
Os dias passam rápido,
Mas só os dias bons,
Porque hoje vai ser demorado,
Dia de muita aporrinhação.
UM MOMENTO
Por um momento,
Só aquele momento,
Senti um calafrio,
Um breve desfalecimento.
Foi naquele exato momento,
Que te vi em outros braços,
Já não eras mais minha,
Senti um bruta tranco.
Me recompus rapidamente,
Decidi encarar a verdade,
Fui de encontro a você
Caminhando lentamente.
Eu sofri ao estar pertinho,
Minhas perna tremeram,
Meu coração disparou,
Mas firme eu te cumprimentei.
Só ali, naquele momento,
Um mísero momento,
Eu me desfiz do sentimento
E de você me libertei.