Manga rosa

Tomada por sorte me reconstituo
sou toda polpa de sabor álacre maduro
ostento meus horizontes longínquos
da mais alta morada - escala de cônscios.

Daqui me arregaço do topo de árvore frondosa
fronte cópula de vendavais certeiros
que me movem em todas as direções
onde avisto o mar azul e madureço

Estou arraigada em terreno profícuo
cravada no sangue e sêmen de terra vermelha
pelo chão batido, por tantos chãos batidos
nossas estradas de percorrer

Hoje sou pura
malemolência de manga- rosa
içada ao latente estímulo
do calor dos trópicos
meus férteis domínios.
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Comentários (3)

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António
António
2026-01-07

Quem veio aqui depois da entrevista ao Eng. José Sócrates?

Alex Azevedo
Alex Azevedo
2025-11-15

Isto é lindo

Odete
Odete
2022-03-14

Poemas