O TÚNEL ESCURO
Sim, há um fim do túnel,
Eu ainda não o vejo,
Mas está pela frente,
Pode estar perto ou longe,
Disso sou consciente.
Meu desejo é sair
Dessa escuridão total,
Escuto os sons do movimento,
Às vezes me sinto muito mal.
Não posso acelerar,
Pois não vejo os perigos,
Tenho que moderar,
Parece mesmo um castigo.
Tantos erros cometi,
É preciso que sejam pagos.
Tanta gente magoei,
Fiz muitos estragos.
Nem da minha vida cuidei,
Deixei que ela corresse solta.
Tantos caminhos eu peguei,
Acabei andando a louca.
E o túnel assim se fez,
Ele já está me enlouquecendo,
Há muito sem luz,
Acabei me escurecendo.
Perdi o meu caminho,
Não tenho referência,
Ando bem devagarinho,
Cheio de culpa pela imprudência.
Carrego em mim feridas abertas,
E outras que ainda provoco,
Das atitudes incertas,
Eu aos poucos me toco.
Agora espero o meu fim,
Sentado passivamente,
Talvez seja melhor assim,
Um alívio para muita gente...
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