MEU CANTO

Canto a vida que eu levo,
Pois dela nada levarei,
Não tenho medo da morte,
Eu nunca a desafiei.

Vivo todo dia mais um pouco,
Com intensidade,
Realizo os sonhos mais loucos,
Ganho vitalidade.

Quero ser imortal
No tempo que eu tiver,
Depois virá a morte,
Daí seja o que Deus quiser.

Amo as pessoas,
Mesmo as que me odeiam,
Nesse caso o problema é delas,
Eu permaneço numa boa.

Canto a vida que me leva,
Pelos cantos do mundo,
Onde sou feliz permanente,
E não me encanto pelos absurdos.

Sou, apenas.
Um pedaço de carne ambulante,
Um corpo entre tantos,
Pesando e pisando a sagrada Terra.

E aqui, sentado nessa cadeira,
Escrevendo esse poema,
Revelo minha alma,
Tão castigada de dar pena.

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