O campo e os perrengues
O campo e os perrengues
Homem, a cidade é logo ali,
queremos passar
e a estrada de chão batido não deixa —
um perrengue atrás do outro.
Oia, gente, tem mato, campo e vaca,
e esse cheiro no ar eu gosto.
É bom demais, sô!
Tô pensando até em fazer um som!
Deixa eu juntar
o homem do campo,
a roça,
o pequi
e os frangos!
Agora vai — abriram o caminho,
o perrengue passou,
o ônibus leva minha canção,
com vontade de comer e de cantar.
Oia, mãe, tô chegando pra almoçar,
não esquece de acender o fogo:
hoje a lenha vai comer.
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