Escritas

Uma letra entregue a quem lê

Ícaro Italo Gomes dos Santos

​Como um belo canto de um canário,
Nasce um poema jorrando frases vindas que criam vidas em infinitos cenários.
Estradas formadas pelo nada, formatadas pela imaginação prolongada.
Uma folha parada dançante,
Um lápis com medo de rabiscar seus desejos mais fascinantes.
Uma macieira plantando bananeira, colhendo seus frutos laranja,
Um galo de granja com crista azul,
Uma formiga antiga que, com apenas um dia em vida, conquista todo o Hemisfério Sul.
​Lá do outro lado do hemisfério,
A abelha-rainha era apenas uma aventureira boiadeira que havia esquecido do seu império.
Borboletas imitavam lesmas e as mesmas caçoavam de vacas elegantes que já não mais faziam "mu".
Dona zebra Zilda zela da sua sala azul
E de sua bela sela de vulgo Maru.
Um grilo tomando chá de gotas de chuva, totalmente cru.
​Somos um elo, manto itinerário,
Ás em temas, idas e voltas em íntimos literários.
Uma letra entregue a quem lê.


Por : Ícaro Italo Gomes dos Santos