UMA LUTA INGRATA

Mas que luta ingrata
A que tenho que lutar,
Um amor que me mata
Bem devagar.

Eu não posso declarar,
Sentimento tão belo,
Então fico a definhar,
Num choro surdo e sincero.

Apenas vivo, acordo, como,
Depois deito novamente,
Sou uma sombra,
Que some de repente.

Dói uma dor desmesurada,
Sinto que é o meu fim,
A vida, despudorada,
Se delicia me vendo assim.

Luto com alguma força,
Que busco no vazio,
Por mais que o tempo me torça,
Nesse amor louco eu confio.

Cavo minha cova lentamente,
Não tenho pressa nenhuma,
Um dia, minha gente,
Ela será uma banheira de espuma.

23 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.