Paulo

Paulo,
preguiçoso e petulante,
partiu para Portugal
à procura de aventura pulsante
que satisfizesse a sua
eterna petulância.

Posto à ribalta,
sem noção da distância,
e volvido da resistência,
Paulo meteu-se em encrenca
tão rápida quanto a arrogância.

Entrou de peito feito,
certo da sua esperteza,
mas acabou no meio da porrada,
um golpe na sorte,
outro na cabeça…

E o pobre, levado à esquadra,
sem honra e sem elegância,
via a “gaja”, descomposta,
fazer queixa com confiança.

Paulo, cabisbaixo,
só pensava na errância:
“Eu quis ser o rei da dança
e virei nota de mudança…”

Assim aprendeu o rapaz,
entre risos da vizinhança,
que quem parte com petulância
acaba sempre…
com pouca importância.

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