Interrogação ao Homem Vazio

Diante de toda miséria, opressão, te pergunto, homem de mãos vazias:
Até quando suportará esta vida prostituída em lucros?
O falso viver que se paga em difíceis prestações? 
O espírito, o caráter, em migalhas, se vendem na prateleira?
No mundo-capital, nas ideias rasas, a hegemonia da escória. E como sobra!
Mas o tempo é curto, o ambiente fétido, mas o que temos entre os dedos.

Por isso, mãos à obra, práxis diária, braços semeando outros horizontes.
A carne sã da própria existência é maturada em nossos açougues. 
É fundamental, urgente, transformar a vida,
Ter horrores em tentar comprá-la, diminuí-la em status.
A melhora em esculpi-la na dor que a aprisiona é necessária. 
Assim, a glória, as comemorações não serão superficiais,
Serão plenitudes de semeadura bem fincada na terra,
Vida que não será dívida, será verso de inteireza. 

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