DÁ PARA ME DEIXAR QUIETO?
Nessa vida de atropelos,
Fico eu na calçada,
Esperando o movimento
Acabar ou não faço nada.
E o que você tem com isso,
Se a vida me pertence?
Faço dela o que eu quero,
Veja bem se compreende.
Vivo sempre o que quero,
Mesmo sendo espancado,
Um dia, assim espero,
Estarei bem amparado.
Põe o olho no seu caminho,
Vejo nele muitos obstáculos,
E um monte de espinhos,
Prontos a te fisgar.
Sobre o resto, o que fazer?
É tudo resto mesmo,
Não me agrada juntá-los,
Eles servem só de esterco.
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