Escritas

Rara lua absinto

Charlanes Olivera Santos

A música que seduz-me e a rara lua que flutua nas flautas nos vossos tons

Dai-nos no silêncio da canção supremo amor agora sem som

Alma desnuda afoito o teu beijo que não alcanço...

Tem meta latente e sou eu quem lamente por ti

Se não chegas ate o fim a chagas perdura bem alimentadas

O outono de folhagem avermelhadas e que feliz vão perdendo a cor

Teme a fuga da estação das lembranças que no beijo me perfurou o coração...

Poesia do melodista pródigo cantor das asas feridas canções fruir, em pleno hausto estuar da vida palpitante paixão exausta a fonte da incendiada da língua ressequida do solene ofício de poeta...

No ativo porte desta trama nas linhas emoldurar as mulheres em palavras

O meu peito dói; retalhado e em um sonho insano bebo outra vez do seu doce veneno tivesse-me intoxicado e o ópio se sorvesse até o fim e o abismado absinto aspira o meu dom e entregue a beleza da sua sorte que venderas e eu excesso nos versos...

E no ecos das sombras estivais lanças ao ar a tua dádiva sonora do meu corpo em queda