Escritas

Quem sou eu?

Charlanes Olivera Santos

Quem sou eu?

Encontro-me cada dia na poesia sou poeira e vento tempo e estrelas

apresso-me em escrever muito para ver se não esqueço de algo...

Mostra os meus defeitos ligeiros e falhos se transparente no que posso...

Eu sou; eu sou poema

Sou poesia

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar insolúvel, indomado, inteiro

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou cheio de vazios...

Sou gostas de procura de porquês

Sou cheio de incerteza de perguntas astrologia no brilho da matéria luminosa parece calda e tem respostas no por de cria-las então costuramos na arte das poesias parte disso tudo

Sou a eternidade que já acabou...

Sou à queda do corpo que louva o criador

Sou o estado solido e o espírito de corpo alma que almeja Deus

cultuo de todo o entendimento...

Sou parte de uma metade alma, corpo, espírito... pensamento matéria e energia divina

Fixo o meu eu na extremidade do universo em cada acordo em cada linha firmado flutuar calado...

encontro-me e renovação rotação da decadência e luta...As vezes luto contra mim mesmo fonte de pensamentos para não se igual... reter o que é bom de alguém, mas se original na própria ideia e ideais

Sou a falha e o reconhecimento dela...

Sou solidão e o medo de encontrar outra pior no abismo

Sou tentativas e sempre quero correr o risco...

Sou o ardo do apetite que pimenta traz

Sou a fome do conhecimento mesmo limitado extasiado

Sou á mistura da arte e a falta que ela me faz...

Sou o erro de ortografia e o pouco que preocupo com isso

Sou o gosto de tal correção em segredo... do que importa de quem se importa

Sou o espeto que feri a debochada

Sou o próprio desprezo de quem duvida de mim

Sou músculos rígidos e bruto, e desejo o feminino suave procuro a alma gentil e à pele jovem e os seus encantos, menina mulher...

Sou asas as vezes e no vão do voo dos efeitos da pele madura os seus pensamentos e vivência vastos alimentos da minha mente... e regresso ligeiro antes do compromisso da sede jovem para não ferir a seda jovem regresso como os versos

Sou à escolha do acaso e no caos encontro-me paradoxalmente na ordem de tudo isso