Escritas

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si Do amor

Charlanes Olivera Santos

Da o tom à poesia expor termo dos meus maiores tons calando aos seus menores Si, se empregado do seu prazer se designado aos menor dos seus elemento sua voz o som que me determinada a minha fonte sonora do eu te amo... Ré

Em cada e durante o tempo de duração emite todas frequência do meu corpo junto nas fendas da alma... Lá; A canção sonora do amor medida na medida incalculável do hertz não descreverá em termos físicos se a nota é grave ou aguda, deste amor paixão nem pode ser representada por um símbolo em uma partitura ou letra em uma tablatura...Sol

Este é meu manifesto do amor que pousa na alma como notas musicais no espirito... Dó

O amor em cada alfabeto musical em suas frequências ou conjuntos de frequências em cada conjunto de ondas de emoções mecânicas físicas que propaga ate o coração como no sangue á supurar cada gota de emoção aos neurônios desaguando em prazer em todo percurso e que à alma geme em notas de êxtase... Si, Ré

A alma um orquestra de cada instrumento em uma vasta gama de harmonia complexa a sonoridade mais pura entre nos e o amor de paixão em cada nota o ser vibrar em melodia corporal músculos composto de múltiplos fibra e na sensibilidade do beijo ao ultimo toque indescritível, Fá

Em cada amplitude da sua intensidade e amplificar os efeitos com amor puro sem distorcer a verdade em troca de nada Só amor por amor Dó

Sete passos, sete pulsares,

sete suspiros que entoam o ser

numa escala onde o amor se faz verbo e melodia.

Dó,

do amor que tudo inicia,

tom que colore o silêncio e lhe dá nome,

manifesto que repousa na alma

como nota primeira em partitura divina.

Ré,

resposta do corpo ao toque da tua voz,

emissão contínua da frequência

que vibra entre a pele e o tempo,

onde cada suspiro é um compasso do teu querer.

Mi,

mistério dos sentidos em ressonância,

a alma ecoando em fendas escondidas,

nos poros da emoção —

mi menor, talvez, mas jamais pequeno.

Fá,

fascínio do toque ao último beijo,

fibra que pulsa no compasso exato do prazer,

orquestra viva no corpo apaixonado,

na carne que dança sob a batuta do desejo.

Sol,

solfejo de um amor sem medida,

impossível de traduzir em Hertz,

nota que escapa a qualquer tablatura —

só se entende com o coração.

Lá,

lamento e luz,

canção do sentir mais puro,

onde o som não se ouve, mas se vive,

entre as dobras do espírito enamorado.

Si,

síntese de tudo que pulsa e se cala,

gota de emoção a suar dos poros da alma,

chorando êxtase em forma de harmonia,

num sussurro final: "te amo".

E então, de novo:

Dó,

porque o amor — como a música —

sempre recomeça.

Sempre.