Dia sem fim

Um dia como no outro rasgar o dia o infinito nos versos do meu colega Shakespeare inspiração nos sonetos buscar revelar a alma do poeta na alma dela...

Que morre solitário o grito escamoso metade de tudo metade do que penso que o medo da solidão se afaste

Aqui também o silêncio seja paz

Que se o pássaro secreto toda a noite produz ventos sobre os estrépitos da história que canta para uma tarde na sua memória

o místico mito do quase alfabeto

Que os astros tragam meu cálamo dos meus escritos

se o seu nome o mais difícil de traduzir que a incessante incerteza o gosto da sua pele labirinto dos dias arrasta ate aquele por do sol

, Ansiosa e breve coisa que é a vida que me perfura a alma às vezes pergunto-me que razão que se movem sem esperança e costurada a insônia com precisão, enquanto a noite avança de dor em dor palavras e vinho caindo no papéis ásperos de saxões e sensações agudas sem sinal algum

Exausta história que me faz escravo modo remoto secreto insuficiente a alma imortal de vasto rasto rígido círculo abarca abraça além deste afã medula e deste verso ate apta

Insolúvel dais amarrotados do inesgotável o universo que nunca tive cheiro do jornal e dos periódicos e os tédios domingos que ela odiava

Nas manhãs lembro-me dos cantos da própria poesia nas páginas do jornal que eu não comprava vãs publicações de versos alegóricos  

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