Estar escrito e é minha escolha

Havia migalhas na estrada de tijolos amarelos e desviar da toca do coelho mesmo quando vem a tormenta esconder dentro do guarda-roupas pode nos levar ao mesmo lugar...

Neste momento descrevo as virtudes que somos dotado

e ser vivente que ama e sem ela faz morrer...

Mingua a lua entre as cinzas nuvens dramáticas

Tais dias faz enobrecer a virtude do amor deste mundo tal que ostenta-se brilhante e majestosa esperança

Seus dotes frágeis se vão nas asas do tempo...

O mar agitado e nas brumas que vem delir que se erguem do horizonte silencioso à noite escupida bem ali onde o amor se esfuma, lento, como um sopro antigo tecendo arabescos invisíveis na penumbra... onde o coração agoniza em clarões de ternura.

Há um frémito etéreo que atravessa a pele, um rumor quase sagrado que se derrama feito névoa de lembranças incandescentes,

tocando a alma com delicada ferocidade.

E quando o tempo se dobra sobre o peito, as emoções afloram pungentes, irrefreáveis como águas que transbordam de um vaso cansado, chorando o que se perdeu e o que ainda queima.

O amor, esse ser de névoas e arrebol, persiste no entreluz de cada gesto calado, envolve, fere, consola, dilacera, redime, e nos deixa exaustos e despedaçados

Porque amar é deixar-se dissolver aos poucos, esfumar-se na vastidão de um outro olhar, renascer do pranto em claridade súbita e, mesmo ferido, desejar permanecer. 

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