Entre Começos e Fins: a Beleza do que Somos

O fim de algo sempre nos faz recordar o caminho percorrido —
os passos dados, as pontes atravessadas, as pedras que nos fizeram parar.
Alguns chegam inteiros, outros, com as marcas do trajeto.

Há sempre um sussurro no coração: poderia ter sido melhor... poderia ter feito melhor.
Mas o que foi vivido já é motivo de louvor.

Olhar o passado com gratidão é aprender a agradecer pelo bem recebido
e, nas feridas, reconhecer que somos apenas humanos.

Não precisamos ser tudo, nem saber tudo —
muito menos correr atrás daquilo que não preenche a alma,
só porque brilha fora de nós.

É belo lembrar o antes do começo
e perceber o quanto já somos em cada sorriso presente,
em cada abraço escolhido,
enfim, em cada um de nós — seres únicos,
nem grandes nem pequenos, apenas singulares e complexos;
alguém vivendo sem medo de deixar o tempo passar,
saboreando cada segundo de paz,
cada encontro inesperado,
cada destino que ainda será traçado.

Everson Francisco da Hora Silva 

91 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.