Nada
Avidaamar
É noite,
para longe de mim
brisa e asas;
branco sagrado,
orvalho — fresco, transparente;
pluma e pérolas,
leve, solto, livre.
Viajo suspenso, inerte,
longe do nada.
Rumo ao fim
e, depois,
igual ao lugar de onde vim.
Já é madrugada.
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