Escritas

Lua que matou o amor

Charlanes Olivera Santos

A lua assassina do céu a minha caneta no cansaço surdo e mudo

como borboleta afogada no tinteiro

Talvez lancei uma seta venenosa em uma lua incompreensível que iluminava pelos cantos tentando encontrar me... em outro alguém

As velhas poeiras congrega na estante e nos livros caixas que guardam silêncios mente caranguejos voadores

Decepção onde os sonhos tropeçava com a sua realidade cursor encontram o seu vazio... dor e alma oca pelo ar e mesmo a nudez da madrugada preenche

Os ventos as nuvens de algodões de uma canção estes sons já começaram no bordão e o quarto se irisava de agonia da tarde em sombra assobia

Nós sonhares tentava ver á beleza de nos..., mas seu amor era infante, o seu manto de seda como rosas murchas num ramo formidável, aurora monótono e amarga

A dor ecos lentos e timbre de sinos tristes tarde de crepúsculo vermelho e roca o ferro bronze fiado dolente alaúde de um jogral que soluça distante

Noite de mancebo com escamas negras e fria ate o eco da trombeta sua voz enamorada

Embarco na noite no seu desmaio choro de tristeza a lua bordada sobre o mar e sentir a nostalgia de olhar os eternos jardins nas sombras

A paixão enroscam serpente entre os teus seios e exausto depois buscar os seus beijos que foram lançados aos ventos Buscar como pipa o teu amor desgraçado e toma-lo de novo