Inquietude do pássaro poeta
Se não me amas quando estou do avesso ame-me como os pássaros pálidos sem canto no galho da inquietude pousado suave como uma pluma dormindo com as suas asas rimadas de poesias no ninho
E se permaneço calado as vezes é porque ando tão somente
á procura de espaço, pois meus pés agora são rodas e os meus braços converteram em asas
E se volto sobre o meu passo saudoso de canção poema e desfaço o meu amor e, pois com fé fiz um lindo laço em forma de anzol que pesco lembranças e sonhos
As vezes guardam no peito o vestido de silêncio
A tantos baús que precisava abrir coração-baú esperava aniversariar, pois as primaveras as flores com todas as suas cores
Ninhos de pássaros e amores, natureza em Flor e dor
Voar num dente-de-leão para escapar planar sem cair no chão…
Encomendo á lua e escondido sol deixar para ver o rosto quando sol se por
Embrulhar a luz do horizonte naquele crepúsculo em todas as suas facetas carregar a doçura do ar nas gotículas do mar ou em dia que se forma para chover
Catalogar os meus silêncios em marés e marolas
Espera do tempo transbordar com amor colher os frutos da vida nada é eterno...
O tempo é o jardineiro que planta também ceifa mesmo os mais imperfeitos que exista
Enquanto formos nos fios do tear da existência
Que possamos regar os pensamentos…
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