Escritas

Inquietude do pássaro poeta

Charlanes Olivera Santos

Se não me amas quando estou do avesso ame-me como os pássaros pálidos sem canto no galho da inquietude pousado suave como uma pluma dormindo com as suas asas rimadas de poesias no ninho

E se permaneço calado as vezes é porque ando tão somente

á procura de espaço, pois meus pés agora são rodas e os meus braços converteram em asas

E se volto sobre o meu passo saudoso de canção poema e desfaço o meu amor e, pois com fé fiz um lindo laço em forma de anzol que pesco lembranças e sonhos

As vezes guardam no peito o vestido de silêncio

A tantos baús que precisava abrir coração-baú esperava aniversariar, pois as primaveras as flores com todas as suas cores

Ninhos de pássaros e amores, natureza em Flor e dor

Voar num dente-de-leão para escapar planar sem cair no chão…

Encomendo á lua e escondido sol deixar para ver o rosto quando sol se por

Embrulhar a luz do horizonte naquele crepúsculo em todas as suas facetas carregar a doçura do ar nas gotículas do mar ou em dia que se forma para chover

Catalogar os meus silêncios em marés e marolas

Espera do tempo transbordar com amor colher os frutos da vida nada é eterno...

O tempo é o jardineiro que planta também ceifa mesmo os mais imperfeitos que exista

Enquanto formos nos fios do tear da existência

Que possamos regar os pensamentos…