Escritas

Sítio

Charlanes Olivera Santos

Os seus lábios e cachos monstruosos de ruiva esbranquiçada beleza colossal e a sua voz da amónia aos cantos pássaros da colina doce combinação sem esperar rasgo em conspiração com a espera

Delir os meus pensamentos sangrentos das pesadas nuvens escuras

se tragado pelos seios de ondas imensas e ácidas seivas adocicada

Belas flores, grandes dias, menina mulher das hortaliças

Despertar na manhã o amarelo pálido sobre o tapete ancestral sonolento acusar o primeiro céu cansado de estar só

procuro a nova chave para incendiá-la, pois os encantos e açoite da noite passada deixou ela mais intensas

Eu lembro o seu rosto entre a varanda e a chuva

Tudo se reúne em um feche lembranças

Talvez no estuário profundo e negro desviar deste trópico pessimismo onde apodrece o ser poeta

Amolar a fonte tentar cristalizar outra vez o meu eu fugir do destino do gume afiado e não se o decapitado

Comer as maçãs mordidas como um inseto lambão é igual a uma montanha de palavras sem sentidos algum selecionar momentos perfeitos de gratidão e trocas eternas