Escritas

Poção de insônia

Charlanes Olivera Santos

O rito da alma insolúvel ar grave coração rígido

Invoco todos pesares ate os pesares salta a saudade no supuro no coração que escuma a dor onde se extraviam os sons dos sinos

O grito suprimido na garganta toutinegra estas tais aves passeriformes que hei de encontrar um dia votiva que faço em meio aos vento e nos anéis do tempo

Antes secam a minha pele ou o mar se contorcem o meu sangue e fundem a minha pele e em demasia fico sem ver os crimes das borrascas atormentadas...

No fim dos cumes olhos d'água, amarelados nos poços

Meu enxofre alma costurada fel em harmonia da amónia as rugas estagnações da experiência

Queria a sua carícia de escaravelhos enquanto a pele e os músculos possam se comidos

Me pé enforcado no tempo do colosso e a alma farrapos de prontidão neste buraco revolto com as gotas que escorrem do sol

desbotam as alamedas correntes vulcânica de basalto coração que bate mal muito fácil...

Rosas lança-chamas faremos pacto corpo de fulminado e sobre os raios escalarei ate o céu ou erguerei minhas carcaças ate a luz perdidas do corredor entre sala e o quarto sem cambalear

Entre a madrugada e a aureola do dia aureolam os corações fumegantes e no grunhir dos corvos

Céus de relâmpagos domesticados trinca a noite e vejo as dobradiças da porta com fendas como a alma e vidros da janela trincados

dei-te flores de rosas a orquídeas elixir do amor só eu bebi desta imortalidade no ato de doar-me Sou este enxofre um estanho no instante duradouro e infantis, só meu de corpo de seixo afogando na insônia abdicar dos espaços do sono