QUE MAL TE FIZ?

Eu não sei porque se ressente de mim,
Nada fiz de mal a você,
Que me transforma em um ser ruim.
Difícil te entender.

Eu nem te conheço direito,
Sei que você existe,
Mas não mora em meu peito,
Onde mora quem eu deixo.

Pois bem, criatura,
Vê se me deixa em paz,
Eu não te aturo,
Nem ligo para o que me faz.

Se meu mal foi crescer na vida,
Simplesmente foi pelo trabalho,
Que não é só palavra dita,
É de ação que eu falo.

Pode crer, sua babaca,
A vida é maior do que o seu mundinho,
Essa sua violenta ressaca,
Não mexe com meus brios.

Sou chapa quente e dinâmica,
Não espero nada acontecer,
Nem vivo com visão panorâmica,
Do que tenho de fazer.

Apenas sei onde quero chegar,
E construo o meu caminho,
Depois tenho que caminhar,
Fazendo tudo bem certinho.

Joga pedras com vontade,
Elas pouco me acertam,
Delas não faço nada,
Apenas as tiro do meu caminho.

Se te fiz alguma coisa,
Foi continuar a minha luta,
Você tanto fez para eu desistir,
Mas eu sou um cara batuta.

Eu podia te xingar de muitas coisas,
Mas prefiro mesmo ignorar-te,
Tenho mais o que fazer,
Essa é a minha parte.

Vivo dessa doce arte,
De criar versos e poesia,
O que causa seu espanto
É que vou mais longe a cada dia.

Nada te fiz nessa vida,
A não ser ignorar-te,
Se é causa de sua ira,
Sinto nada ao incomodar-te!

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