O QUE EU CONTO
Eu falhei tantas vezes,
E isso nunca contei,
Contei, sim, os acertos,
Deles me aproveitei.
Errei porque fazia,
Eu lutava por meu sonho,
Vez ou outra perdia a medida,
E meu passo virava um tombo.
Mas eu me levantei,
Quantas vezes foi preciso,
O chão não era meu lugar,
Eu queria muito mais que isso.
Se sofri foi por desconhecimento,
E logo reverti esse incômodo,
Nunca passei por abatimento,
Pois sabia o meu valor.
Então passei a contar vitórias,
Mesmo as pequeninas,
Não importava o seu tamanho,
Eram vitórias e me bastavam.
Contei muitos triunfos,
Mesmo aqueles invisíveis,
Esses foram os melhores,
Me deram momentos incríveis.
E sonhei muito mais,
Muitos deles realizei,
Outros não deram certo,
Mas eu tentei.
E assim a minha vida é,
Não lamento o que não tenho,
Se quero mesmo conquistar,
Vou atrás sem receio...
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