Às vezes, com medo de deixar cair o poema

Às vezes, com medo de deixar cair o poema

fora do mapa,

cerro os dentes,

levo-o até casa na boca.

 

E enquanto ele se escoa lentamente

junto à porta de entrada,

abre ecos pelos degraus

e ganha formas ao fundo,

eu sonho em arrastá-lo

como um gato até

ao resto do mundo.

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Comentários (1)

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Belo Poetisa.... os gatos tem sete vidas e os versos são arrastados para o resto deste mundo . louco por versos de singeleza e de tranquilidades. abraços;