Às vezes, com medo de deixar cair o poema
Às vezes, com medo de deixar cair o poema
fora do mapa,
cerro os dentes,
levo-o até casa na boca.
E enquanto ele se escoa lentamente
junto à porta de entrada,
abre ecos pelos degraus
e ganha formas ao fundo,
eu sonho em arrastá-lo
como um gato até
ao resto do mundo.
Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2025-08-29
Belo Poetisa.... os gatos tem sete vidas e os versos são arrastados para o resto deste mundo . louco por versos de singeleza e de tranquilidades. abraços;
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