COMO VEJO O MUNDO

Vejo o mundo de um jeito
Que só eu posso ver,
Ele tem cores próprias,
Pois não fui eu quem o pintou.

Vejo gente oprimida
Louvando o opressor.
Vejo gente corrompida,
Corrompendo o seu inferior.

Vejo gente destemida,
Que luta com amor.
Vejo gente sacudida,
Que vive com fervor.

Vejo coisas imundas,
Correndo a céu aberto.
Vejo tramas ainda mais sujas,
Por um manto encobertas.

Vejo o sorriso da criança,
Ainda puro e inocente.
Vejo que ela cresce
E se torna inconsequente.

Vejo o mundo como ele é,
Às vezes manso, outras feroz.
Vejo ele girando com fé,
Levando junto todos nós.

Vejo o homem insano,
Espancando sua mulher.
Vejo a paz se desmanchando,
Num lugar qualquer.

Vejo o que vejo, sem filtro algum,
Queria ver outras coisas,
Mas as pessoas não se entendem,
Por si é cada um.

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