A Democracia de Fachada e o Tal Estado Democrático de Direito
A democracia é letra morta e fictícia na Carta Magna.
É tinta esquecida no papel, ruína liberal.
Na rua, diante do alto preço do pão,
Seus códigos de leis impõem controle
Para manter as neo-senzalas sob o
Novo odor de plenos direitos.
No tal Estado democrático de Direito,
Aquela história com ar de seriedade
Montada pelos iluministas,
O coronel (com outra roupagem) ainda ordena,
O doutor de anel dourado é privilegiado.
E nos camburões o chicote (hoje cassetetes)
Latejam os lombos dos pretos e favelados,
Agora disfarçado sob o manto do Direito,
Mas a ferida humilhante é a mesma.
Pretos, gays, mulheres, comedores de marmita,
Tentam falar, mas não são ouvidos pelo poder,
Tentam protestar, mas silenciados pela mídia.
Democracia? Balcão burguês de negócios.
Na realidade, a favela ainda grita, destituída de poder.
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