A Metamorfose do Útil ao Inútil

Em uma manhã qualquer, após sonhos intranquilos,
Acordei transformado, não em barata, 
Mas em desempregado, em peça descartada,
Me demitiram sem nada antes avisar. 
Eu era o Gregor real, inseto esmagável,
Engrenagem que atuava há anos no mesmo lugar.
E agora era simplesmente abandonada. 
Fiquei apavorado, ouvindo Nirvana em intensa 
Tristeza, mas meses depois tudo se arrumou. 
A humanidade pisa em vidas com as botas da produtividade.
Vivemos no ambiente onde tudo se monetiza, é calculado.
E a qualquer momento, sem drama, sem aviso, viramos estatística
Ao não "atendermos mais ao perfil da empresa". 
Mundo kafkiano, de burocracias frias, cheio de caoticidade,
Não encaixo e nem desejo o ajuste perfeito a essa máquina. 

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