CAIS DO SILÊNCIO

Coletânea "ALMA LATINA", Vol. VI, - 2025

Fico a chorar o verão
Que foi pelo labirinto
Sem saber a direção
Que tomar. Mas eu pressinto
Que ele vá na que prevejo:
Essa que chama o desejo.

Do verão fica a saudade
Que mais parece ilusão,
E do corpo frio que arde
Só se salva o coração,
P’la artéria que o alimenta
E que a esperança sustenta.

Mas o dia foge cedo
P’ra descer a noite fria,
Cais de silêncio do medo
Duma memória vazia.
E para o vazio encher
Novo dia há de nascer.

José António de Carvalho, 23-setembro-2024

238 Visualizações

Comentários (2)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muito obrigado pelas suas palavras, estimado amigo poeta! Um grande abraço.

Caro Poeta... para ti sempre , um dia a de renascer ... e deste escrito teu , vejo um coração imenso a dedilhar poemas espetaculares , que o mundo inteiro a de ler e te conhecer. abraços em teu belo destino de um ser humano das letras.