Escritas

Poema Sobre a Natureza Ancestral

Everson Francisco da Hora Silva

Oh! Natureza, és bela, és forte, és vida,

Para mim, és beleza, para os animais, és morada;

Para as plantas, és lugar, para o vento, és repouso

De Deus, sois criação, aos povos originários, contemplação, és cultura

No ano és estações: inverno, primavera, verão, outono;

Tu és paz, tu és mãe, tu és reconstrução. 

Aos filósofos foi espanto, princípio de investigação;

A mim, és encanto e passagem para a ressurreição, 

Na religião, és “casa comum”, cosmo da “ecologia integral”,

Na arte, és imagem, na música melodia, na física és realidade

Na ciência, és exploração, na química, elementos

Para alguns, és pura, para outros, és ambição.

Aos ricos, és destruição, desmatamento, apropriação 

Aos pobres, és alimento, fartura e descanso

No Nordeste, és Mata, Cerrado, Caatinga, és Atlântica  

És agreste, és sertão, és chapada, és gruta, és também explorada

És calor, mormaço, és amor, ao povo que sofre nas mãos dos charlatões.

No Norte, és Amazônia, maternidade ancestral, és biodiversidade

És pulmão dos continentes, ecossistemas, tropical e úmida

És florestas, várzeas, savanas, és rios, lagos e igarapés

És minerada, és adoentada pelo homem esclerocardico 

Mesmo assim, és Amazônia, és Negro e Solimões.

No Sudeste, és plantação, és serra e litoral 

No Centro-Oeste, és Pantanal; triste que és exportação 

No Sul, és subtropical, és fria, és planaltos, depressões e planícies 

Mas tu mesmo és natura, curso das coisas, és o próprio universo

Tu és essencial para toda existência dos seres vivos, tu és geradora,

És contemporânea, já fora moderna, medieval e antiga,

Mas sempre foi e sempre será ancestral. 


Everson Francisco da Hora Silva