𝑴𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒐𝒖 𝒗𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆?

Vida de príncipe:
Tudo lhe é servido,
Até do frio é protegido,
Só alegria e paz de espírito...

Ah, que felicidade!
Até a impetuosa tempestade —
Sem oxigênio, corpo moído,
Seu mundo em completo desastre.

Agora, só dor e choro,
Privado de tudo o que conhecia.
Era tudo o que amava,
Era o mundo que tinha.

Num lugar, outrora,
De segurança e conforto,
De vento em popa,
A lugar algum, agora...

Até os olhos se abrirem,
Com o fluir do tempo.
Desfrutar a verdadeira alegria
E compreender o processo.

Quiçá, ó céus,
Esse mundo é um ventre?
Talvez, quando morremos,
Na verdade, nascemos.

Luanda, Maio de 2025

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