Escritas

Canção do mar

Remisson Aniceto

Poema onde o mar é o protagonista, percorrendoos continentes, transportando, saudando, cantando, rugindo, protegendo e arrebatando vidas,numa constante, numa ininterrupta viagem.


No mar quase tudo nada
na imensidão que a vista inunda,
no mar quase tudo nada,
nada na superfície, nada n'águas profundas.
No mar quase tudo nada
e o que não nada ou quase nada
quando não boia, afunda...
No globo quase todo mar
na terra quase nada terra,
na vastidão que tudo circunda,
em movimentos ora de paz ora de guerra
quase tudo tudo nada
e tudo tudo é navegar...
Eia! Terras d'além mar!
Eia! Povos d'além mar!
Nada nada é tão perto
nada nada é tão longe
que o mar não possa alcançar.
E tudo que nada segue
no mar onde quase tudo nada.
No ondulado tapete repleto de vida,
na planície azul sem tamanho,
sob o sol ou na noite estrelada
o que não nada é estranho.
E lá no fundo que cores!
Há muito que admirar!
Algas, pedras, peixes, flores,
decorando o fundo do mar...
E esta brisa que delira,
suave perfume do mar
no marulho que enleva,
serena canção de ninar...
                                                                                                                          
Que ninguém passe pela vida
sem conhecer este mar...

E o céu quando beija o mar
seja no norte ou no sul,
que divino, que divino
é este amor vestido de azul...

E o mar quando beija a areia
serpenteia
serpenteia
deixando cobras na areia...
deixando cobras na areia...
Rema rema pescador
e observa os sons do mar.
Rema rema pescador,
no seu barquinho a flutuar,
que a tempestade é um terror
até pra quem sabe nadar.
Quase tudo no mar nada,
quase tudo nada no mar,
quase tudo o mar carrega
no seu diário navegar.

E o mar quando beija a areia
serpenteia
serpenteia
fazendo cobras na areia...
fazendo cobras na areia...
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