Escritas

Remisson Aniceto

 
Viver não me importa:
minha Rosa está morta!
 
Secou no jardim
com falta de mim.
 
A vida em comum
fez nós dois sermos um.
 
Ela partiu ontem à tarde:
fiquei só a metade.
 
Aspiro o tormento
que vem com o vento.
 
Perdi minha calma:
fugiu com sua alma.
 
A morte é a esperança,
não quero a lembrança.
 
Voltar não resolve,
sua vida não volve.
 
Ficar não consola,
a dor me assola.
 
Seguir é inútil
na estrada tão fútil.
 
Quero que anoiteça
e não mais amanheça.
 
Viver não me importa:
minha Rosa está morta!
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