PALAVRAS

Palavras, ajuntamento de letras,
Que às vezes fazem sentido,
As minhas, ditas ao vento,
Saem por aí, sem ser ouvidas.

Faço minhas suas palavras,
Pois as que tinha se calaram,
Eu não tenho mais palavras,
Pois os outros me roubaram.

Onde vou se não tenho
Muito mais o que dizer?
Se mudo estou,
Como me faço entender?

Apenas vivo um dia após o outro,
Sou um sobrevivente,
Desse mundo que mata aos poucos,
Já morri algumas vezes,
E vou morrer muitas outras.

E as palavras me deixaram,
Num caminho sem sentido,
Se eu pego os que me as tiraram,
Pode crer que eu brigo...

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