Escritas

DUETO - ANATOMIA DO POEMA

José João Murtinheira Branco

DUETO - ANATOMIA DO POEMA - Carlos Alves /João Murty

 

Palavras que não foram escritas

 Nessesuspiro de sensações

 Costura a melodia do meu corpo

 Descoberto de emoções

 

Deslumbra-me o toque suave

 Do teuolhar apetecido

 Descobre os teus segredos

 E osabor dos teus sentidos

 

Momentos ferozes

 Nomomento de loucura

 Pedacinhos de amor

 Inquietos de ternura

 

O luar desenha o teu corpo

 Numsonho de amargura

 Amagia pinta o meu olhar

 Numpequenino raio de doçura

 

Agita a brisa que oscila

 Entreo teu encanto respirar

 Prolonga o teu olhar

 Entrea lua e a luz do luar

 

A musica encanta o teu corpo

 Nomeio da madrugada

 Queilumina o teu sorriso

 Nessalonga Caminhada

 

Foste inventada por mim

 Entreo delírio e a dor

 Estaspresa ao meu jardim

 Entrea pureza e o amor

 

As lágrimas só caiem

 Dosolhos de quem ama

 Aousadia do meu amor

 Estaacesa nessa chama


Carlos Bradshaw Alves

 


Silabas magoadas, embriagadas,

á solta no berço da ilusão

vogam  livres, amaldiçoadas

Encurralado num beco escuro

ingero, frases sem sentido,

dúbio fragmento e desilusão,

mastigo letras que não procuro,

arde-me o sangue, esforço ignoto,

 sou poço de febre, um lobo de fogo,

perseguido como um  mártir devoto.

Como se tratasse de um jogo,

cospem, palavras seladas naobrigação,

em escrita boçal, sem sentimento.

Por onde andas musa?

é da poesia , que eu me alimento!

 

Vem… vem, chega de mansinho,

anatomia do poema, musa da poesia

moras na alma, carrego-te nosmeus ombros

então porque não vens? O amor émagia!

ternura , emoções, loucura, olhosde quem ama

vem, caminha na dor, entre ruinase escombros.

desgrenhada, nua e fria, feres oespirito sem chama

 

Musa inspiradora, és meu prémio emeu castigo.

Eu não morri! Vivo na alma dopoema! Vivo contigo

 

João Murty

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