As Marés da Verdade

Caminho na estrada do ser, onde a verdade é minha luz, não moldo minha essência ao mundo, não visto máscaras de ilusão.  

Se meus passos desenham distâncias, não é perda, nem solidão, mas o eco do que é sincero separando sombra de clarão.  

Quem teme o olhar sem véus, foge do brilho do real, pois a pureza incomoda os olhos que se acostumaram ao banal.  

Não sou eu quem perde o laço, nem quem solta a própria mão, são os ventos que levam os fracos de volta à sua escuridão.  

E assim sigo, livre e inteiro, sem pesar quem se desfez, pois na dança das marés do tempo, só fica quem tem a mesma fluidez.

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