IGNORANTE

Pouco sei de tudo,
Eu digo que nada sei.
Nem de mim sei tudo,
Eu, tolo, sempre me ferrei.

Acreditei em mentiras rasas,
Passei por pontes frágeis,
Fui de encontro à morte,
Escolhi as bobagens.

Ignorante, não me dei conta,
Que eu precisava aprender,
Acreditei que sabia tudo,
Que nada podia me deter.

Encontrei falsos tesouros,
Com os quais me fartei,
Perdi tudo o que eu tinha,
Por querer ter tudo.

Eu não fui enganado,
Só não via as mentiras,
Eu estava enfeitiçado,
Era tudo alegoria.

Encontrei coisas valiosas,
Mas delas eu desfiz,
Fiquei com as pedras pesadas,
Tudo que nada valia.

Ignorante, fiz bobagens,
Eu sei que eu sabia,
Mas criava sabotagens,
Porque delas eu vivia. 

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