O Encontro com o Mar

Coloco os pés na areia, respiro o ar puro.
Esse ar que desconhece asfalto, trânsito, alarmes,  
Mandos de patrões, toques de celular, sufoco das horas.  
Os dias acinzentados ficam para trás.

Abro a janela da visão, o frescor toca a pele,  
A brisa, sem pedir licença, entra na mente,  
Areja as ideias, desfaz os nós do cotidiano.  
O fardo do mundo? Fica a quilômetros de distância.

Pés descalços na areia, o sol dourando a pele.
No mergulho, a mente se renova, refrigério.  
O silêncio, poesia das marés, o forte cheiro é 
Perfume de sal marinho, aroma de vida.

À beira-mar, contemplo a simplicidade,  
A praia é antídoto para o cansaço, oásis  
Que vence a monotonia cotidiana.  
O mal, por horas, não me alcança.

Na duna do pôr do sol, em Jericoacoara,  
A mente é suavizada de incômodos.  
A paz das águas de Moreré, diante de  
Coqueiros incontáveis, é renovo para as atribulações.  
Nas dunas de Genipabu, visões únicas  
Do horizonte dissolvem raivas diárias.  
Na Mata Atlântica, nas pequenas ilhas  
De Ubatumirim, conforto e vida em plenitude.

O mar devolve leveza ao corpo cansado,  
É remédio para a pressa e a dor.
Encontro o tempo suspenso,  
O mar canta uma melodia que acalma.  
Aqui, sou apenas um corpo banhado por  
Sal e sol que se desliga do barulho urbano.  
Acalmo-me, renovo-me, estou no paraíso terral.

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