Zélia
Sonho tanto com sua casa (que só conheço de vídeos) e nesse
sonho somos amigos
O tempo é bom e a açúcar derrete na xícara do chá colhido de
uma horta vertical toda estilosa
Pequenos bibelôs povoam a casa, junto com plantas e mais
plantas que se espalham, tranquilas, por todos os lugares
A gente no sofá lendo poemas negros de Lucinda e Assumpção
e Maya, explorando os sons e o gosto daquelas palavras juntas
que se ampliam em significados
Aí misturei esse sonho com outro de tragédia de um filme que vi
Mas te ajudei a fugir de uma gangue de coelhos anarquistas
Acho que o pó do sonho ainda afeta minhas imagens e palavras
Esses são meus Duncanismos matinais.
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