Escritas

DUETO - AMOR NAUFRAGADO

José João Murtinheira Branco

DUETO - AMOR NAUFRAGADO - João Murty/Fernanda mesquita


Nunca perto, sempre longe, sem domínio e semcadência

Navego na noite escura, sem estrelas, à luzdas velas

Sem rumo nem orientação, sou um náufrago datua demência

Perdido neste mar de sentimentos, sem portase sem janelas.

 

Deste amor navegante que se perdeu no mar enaufragou

Por não encontrar um porto de abrigo, farolou uma luz acesa

Flutuando há deriva não resistiu a tantorombo e se afundou

Nos vis baixios do ciúme contra os rochedosda incerteza.

 

Onde estavas quando precisei de ti? Perto,longe, distante do meu chamar

Náufrago de ti, não escuto os passos, nãosinto os teus braços, não te ouço falar

Já não sinto, nem vejo esse teu gesto semjeito de te enroscares no meu peito.

 

Nunca perto, sempre longe e distante,naufrago neste mar de amor imperfeito

Onde os poemas morrem e as musas cantam ossentimentos que já senti

Guardo em mim um desejo, recordar o primeiro beijoe a última vez que te vi.

 

João Murty

 

Que pena, como são tantos os descaminhos,quem diria?

Triste olho o relógio, os ponteiros mexem-sementindo

Para que eu não espere aquele que prometeuque viria

Para atear a última réstia de luz que se vaidiluindo.

 

A incerteza é aquela que nasce na escuridão

Que envolve o rosto do outro, atraindodesamor

Pois a distância traça o caminho da solidão

Alimentando e fechando cada um na sua própriador.

 

Se tu te sentes abandonado, então que direieu?

Que dentro de mim enterro aquilo que por tiviveu;

Esse amor naufragado, que chamas deimperfeito, triste...

 

Os descaminhos de um amor apenas são ummistério

Porque nós, descuidadamente inocentes, nãolevamos a sério

Que um coração sozinho cansa-se de esperar...desiste!

 

Fernanda R. Mesquita

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