DESMONTADO
Eu não tenho nada a dizer,
A não ser o que já foi dito,
Se eu disse está valendo,
Muito mais do que o escrito.
Sinto muito você
Estar com cara de morte,
Eu não consigo entender,
Como é esta sua sorte.
Acordei hoje cedo,
Assim como faço todo dia,
Outro dia tive medo,
O calor me destruía.
Vou embora depois de amanhã,
Mas depois de um tempo volto,
Já andei de catamarã,
E meu intestino agora solto.
Eu te amo minha bela,
Mas não posso te dizer,
Acontece, minha estrela,
Que um dia vou morrer...
De você queria um beijo,
Daqueles bem safados,
Mas você me deu um queijo,
Que estava meio passado.
Sonhei que fazia amor contigo,
Você estava toda solta,
Me chamava de amor gostoso,
Mas seu gozo foi para mim um castigo.
E falando em castigo,
Outro dia caí da escada,
Era você me azucrinando,
Com sua fala engraçada.
Da janela olhava a rua,
Numa noite muito escura,
Ela estava toda nua,
Nela vi sua doce curvatura.
Se eu era o seu gostoso,
Porque me trocou por outro?
Será que passei da validade,
O me tornei monstruoso?
Acabou agora esse poema,
Já estou ficando chato,
A depressão pegou agora,
Logo jogo tudo no meio do mato.
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