Escritas

AMOR À PRIMEIRA VISTA

Samuel da Mata

Umedecidos em dor pelo sofrer do puerpério
De brilho incandescente envoltos em mistérios
Aqueles olhos saudaram assim minha chegada
Como sois de amor na minha primeira alvorada

Celeste anjo de luz a receber-me em vida
Neste olhar de mãe acho sempre a guarida
Em todos os pesares, ardis e sofrimentos
Eterno pacto de amor, não só momentos

Olhos que brilham assim repletos de ternura
Mesmo quando a mim cabe apenas a censura
E quando a noite escurece e ressurge o pavor
Ainda nos olhos da mãe irradia o doce amor



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