Escritas

Mal pensar

Pedrovizela

Nunca penso mal de ti,
Se pensas que penso fazes mau pensar e não devias.
Deixei-te conseguires-me não por vontade de te prender,
Mas com intenção de te libertar de uma hipótese pior do que mereces.

Por o momento não ser talvez o mais certo não vamos culpar-me,
Se não fôr agora quando? Se não fomos feitos um para o outro então para quem?
Em acaso de o azar bater à porta, lembra-me de o afugentar embora,
Se ele tem estado a teu lado faço-o perder o lugar para mim.

Num dia que achares ter sido engano ou erro, não sofras a sós em egoísmo, 
Não é vergonha ter-se medo do até que a minha provável morte nos separe.
Fôr essa a tua verdade não penses, nem consideres, nem te ponhas com planos de profundidade profundamente desnecessária.

Olha-me nos olhos, 
Vê se quem sou não é o único que queres.
Nesse caso acaba-se o caso, não fico eu em dívida,
Ficas tu a dever-me uma vida sem mim em que me fazes o favor de seres feliz.