Lista de Poemas
Os três
Os três primeiros meses
Quando somos um do outro o mundo
Aquelas três primeiras vezes
Em que ponho lá bem profundo
Os três actos que me pedes mais
Beijos, abraços, e amaços
Teu triplete de eleição
Fazer-te vir de língua, mastro, e mão
Os três melhores lados que há em ti
Gosto de tudo nunca os escolhi
Os três lugares do pódio das que foram minhas
Todos são teus não há outras rainhas
Os três fofos buracos que minha musa tem
São lugares pra esta língua entrar em vai-vem
Três matérias que se me faltam já não sou inteiro
Tua alma, tua voz, e teu cheiro
Polegarzinho
O polegar mui pouco usado
Foi ele quando penetrado
Em ângulo que acentuado
Contra rugosa parede carregado
A ratinha escorria e o corpo preparado
P'ra largo mastro que aprofundado
Em pouco foi orgasmo dado
Confusa terá achado
Quanto faz um dedo bem ordenado
O símbolo
Meu mastro como símbolo
Dele bebes a benção
Deixa-te dentro marcada
Pra que nunca um dia errada
Creias no que outros gajos pensam
As pequenas
Essas fofas cobram-te quando se dão
O mais nobre prazer trás um preço
Que vem encoberto a começo
Abriste-lhe o húmido cofre
Soube-te dares-lhe forte
Mas tua alma agora sofre
Perdeste não pouca parte da tua paz
Levou-te ao céu e pra mais perto da morte
Pela que tiveste sorte, um pedaço de ti foi-se rapaz
Conhecer o céu
Encosto a porta p’ra de pronto te encostar à parede
Avanço sem esconder a minha tanta de ti sede
Afastas-me, sendo claro quereres mais
Vejo nesse curvo corpo todos os supostos sinais
Agarro-te, de mãos nas ancas puxo-te a mim
O olhar que tens só diz um explícito sim.
Minhas mãos de leve livram-te dessa que estorva roupa
Sentes em ti dentro uma vontade a fugir p'ra louca
Disposta quem sabe a tudo quanto possa querer contigo
Com beijos desço por tão ardente corpo até teu fofo umbigo.
Ajoelho-me a teus pés, em ânsia de fazer adoração
A chegada de meus lábios lá, marca-se na tua expressão
No meio dessas coxas estou como num paraíso
Teu corpo retorce como que perdeu todo o juízo
Imploras que vá dentro de ti
Obrigo-te a repetir o que bem ouvi
Por teu vazio preenchido, soltas sonoro gemido
Pergunto sussurrando ao ouvido
Admite, é tal como que querias,
Não pares! gemes, enquanto me guias
Meu corpo em sensível sintonia com o teu.
Oh meu Deus! levei-te a conhecer o céu.
Mãe
Ó mãe cansada, tanto do teu suor
Podia ter evitado eu, não o fazer pior
Quanto da muita força do teu ser
Fiz arrependidamente desvanecer
Foste cuidadora e foste guerreira
Foste uma senhora e foste a ajuda inteira
Foi grande a cruz que suportaste
Foste rija e não quebraste
Vi-te sofrer as tormentas diárias e calei
Se não calei fui inútil, incapaz não ajudei
Tamanha a obra que num dia fazias
Fizesse eu o mesmo, só com mais horas nos dias
Da pesada culpa que sinto, que Deus não me livre
Por muito caminho errado estive, o próximo é passo certeiro
Darei meu corpo inteiro, p'ra mudar nossa triste de família sorte
Deus que não te permita a morte, sem que chegue o meu triunfo.
Meios
Não me vendo por meias palavras
Nunca me terão com umas graças
Este momento não está p’ra tiradas parvas
Com as sílabas todas me diz, se comigo engraças
Falar seus intentos sem mais rodeios
Juro-te ser dos melhores meios
Se é p’ra acabar a noite bem sentada
Nesta verga que creio é-te desejada
Massa de trufas
Privilegiado (auto-intitulado), mas às forças de um pó vives subjogado
Aos químicos muito agarrado, dos que deixam um sobrenome bem manchado
Levasse-te alguém roubado o muito que te foi dado
E sobraria só, um sem qualidades pobre coitado
O dia em que não mais bancares a massa de trufas
É o fim da companhia das muito queridas fofas
Falas de peito aberto, mas na hora de dar corpo às balas
Serias concerteza o primeirinho a ficar sem falas
Por nada fizeste luta
Tuas vitórias não valem nada
Nunca a vida te foi puta
Nunca a terás pois dominada
Escutai Senhor
Senhor, escutaste minhas insistidas preces
O caminho que pedi fez-se porque mo deste
Já com o propósito não ia, então chegou a hora e dia
O mais a fazer que a mim só me cabia
Como o não sabia faltou-me fazê-lo, minhas faltas revelo
Espero não ficar na espera de quem pode nunca ser vindo
Seguindo meu caminho, se paro escuto e ouço
A voz cantada do coração que diz: se fôr, que lindo
Mas, a arte de não forçar é a única que agora posso
Se puder ser meu Deus que seja, se outro a tiver Jesus que inveja
Aconteceu magia
Aquando a fodia não se dava sexo acontecia magia
Por ser tanto o quanto queria eu esquecia que nesse dia se vivia
Dia de São Foder, alegria a minha de saber por trás a ir fazer
De fazermos o que não era amor, tão perto que estava da dor
Doía-nos o prazer que dava quando bem à bruta eu a montava
Comentários (1)
que isso jovem rsrs
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