Escritas

Células de arma Branca

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Na busca insaciável de ver em mim mesmo  uma melhoria 
Em razão de encontrar o taquicardia que desse o sopro de vida em sincronia perfeita entre a arte na morte 
Não basta ser forte 
Necessito reconhecer os pontos vitais 

Em suma sumo se não somo todas as probabilidades de desintegrar minhas fragilidades atuais 
Algumas das quais , persegue-me desde décadas atrás 

Em labirintos mentais, 
Rumo ao meu eu que decifra- me 
Desci pra me  
observar a vista do topo 
Sei que vão dizer que eu tô louco 
Faço minha arte igual Van Gogh 
Para os que  falam mal, não dou ouvidos nem um pouco
 
Chegar ao topo ,eu topo !
Mas antes se faz necessário descer as profundezas do abismo do próprio corpo 

Cuidado com a altitude,
Eu já vi pessoas sufocando- se no próprio oxigênio 
E esse é o mal da montanha 
Uma engrenagem,a massa pronta pra moldagem 
Criam uma  ilusão tamanha,
sobre  seu Ser e o que você deve ser e sobre isso eu sei  sem ser um grande  sábio 

Sou um Sabre 
Células de arma Branca 
Um som sobre 
a verdade de cada pintura rupestre 
Um Mestre Valentim
Esculturas de escrituras 
Quebrando paradigmas ,arqueólogo da alma 
Humorístico ao tom de Charlie Chaplin 
Um Léo Lins sem censura 
Cultura com 
Eight Mille 
Direto de Compton 
Para que você vislumbre 
O timbre que sempre toca em volume máximo 
Clássico 
Angela Davis em conexão com o próximo 
Dentro da música 
Eu tô no compasso 
Entre a luz e a sombra 
Qual é o real equilíbrio ,
Em domínio próprio?
 

A descoberta do fascínio também assombra 
 

Foi necessário permanecer
Na ilha do Nihilismo 
E assim 
Descobri que o mar é formado por preciosas  lágrimas do humanismo 

Italo-poetrix